🐝 🐝
Como eu trabalho

Metodologia.

Ciência, vínculo e uma metáfora que crianças entendem em trinta segundos. TCC e ABA como base; Tubarão × Abelhinha como linguagem; o ecossistema em volta da criança como o lugar do cuidado.

Ver método Conversar pelo WhatsApp

Os pilares do meu trabalho

Princípios que organizam tudo o que acontece dentro do consultório — e o motivo de cada decisão clínica.

Conexão antes de correção

Vínculo seguro é base, não etapa. Nenhuma técnica — TCC, ABA, ludoterapia — sustenta mudança sem relação de confiança.

Ciência como base, afeto como tom

TCC e ABA porque têm evidência. Brincadeira, fantoche e colo porque crianças aprendem assim. Rigor e ternura não brigam.

A família entra na sala junto

Orientação parental não é favor, é método. Sem a casa caminhando junto, a sessão vira ilha — e nenhum trabalho infantil prospera ilhado.

Diagnóstico abre porta, não fecha

Um laudo de TEA, TDAH ou ansiedade dá acesso a terapia, escola e direitos. Nunca é confundido com identidade nem com limite da criança.

O tempo da terapia, não o da pressa

Desenvolvimento infantil não obedece prazo. Tem demanda que se resolve em 3 sessões e tem criança que precisa de 6 meses só para confiar.

A criança vive num ecossistema

Atendo a criança individualmente, mas nunca isoladamente. Casa, escola, irmãos, pediatra, sono, telas, rotina — tudo entra na leitura clínica.

Abordagens com base científica

Duas abordagens com sólida base em evidência — escolhidas em função do perfil e da necessidade de cada criança, nunca como receita única.

TCC

Terapia Cognitivo-Comportamental

Abordagem estruturada e baseada em evidências, indicada para ansiedade infantil, TDAH, regulação emocional, transtornos do humor e dificuldades comportamentais.

Trabalha pensamentos, sentimentos e comportamentos de forma integrada, com técnicas adaptadas à idade — jogos, desenho, role-play e psicoeducação lúdica para crianças; conversa estruturada e atividades reflexivas para adolescentes.

  • Ansiedade infantil e recusa escolar
  • Regulação emocional e habilidades sociais
  • Comportamentos disruptivos / dificuldades de manejo
  • Adaptação a mudanças (separação, luto, mudança de escola)
ABA

Análise do Comportamento Aplicada

Padrão-ouro internacional para intervenção em TEA. Trabalha desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação, autonomia e redução de comportamentos disfuncionais por meio de reforçamento positivo e mensuração objetiva do progresso.

Apropriada também para crianças neurotípicas com dificuldades comportamentais específicas que precisam de plano estruturado e dados de evolução.

  • Transtorno do Espectro Autista (TEA)
  • Atrasos de linguagem e comunicação funcional
  • Aquisição de habilidades de autonomia
  • Redução de comportamentos de risco / autolesivos

Também integro Ludoterapia, Psicoeducação e ferramentas de Neuropsicologia quando o caso indica.

Tubarão x Abelhinha

A linguagem autoral que uso para falar de desenvolvimento, regulação emocional e relação com a criança, a família e a escola — sem rotular ninguém.

Existem dois jeitos muito diferentes de habitar o mundo, e a natureza oferece exemplos claros dos dois. Um vive em conflito com o ecossistema. O outro harmoniza com ele. Os dois sobrevivem — mas o custo emocional de viver como um ou como outro é radicalmente diferente.

A metáfora não rotula a criança: descreve jeitos de reagir, e jeitos podem ser nomeados, reconhecidos e treinados.

O Tubarão

Está sempre em guarda com o ambiente ao redor.

  • Aproxima-se do outro com cautela — protege-se antes de confiar.
  • Vive em alerta, pronto para reagir a qualquer sinal.
  • Tende a seguir sozinho — pedir ajuda ainda parece arriscado.

A Abelhinha

Harmoniza com o ambiente e com sua cadeia alimentar.

  • Poliniza as flores: sua existência gera valor para o coletivo.
  • Produz mel.
  • Trabalha junto com a colmeia.

Importante: a metáfora não diz que a criança é um tubarão. Ela descreve jeitos de reagir — e jeitos podem ser aprendidos e treinados. A abelhinha também não é passiva: ela se defende quando precisa. Cooperar não é se submeter.

Ler o manifesto completo da metodologia →

O ecossistema da infância em quatro camadas

Eu atendo a criança individualmente. Mas leio, em camadas, o sistema inteiro do qual ela faz parte — porque ninguém cresce sozinho.

A flor a criança e seu desenvolvimento

Quem é essa criança? Em que fase do desenvolvimento ela está? Como funciona o sistema nervoso dela? Tem neurodivergência? Como ela aprende, se acalma, se conecta, se expressa, se defende? Aqui entram TCC, ABA, ludoterapia e — quando indicada — avaliação neuropsicológica. É o trabalho clínico no sentido estrito.

A colmeia a família

Pais, mães, padrastos, madrastas, irmãos, avós, cuidadores. Toda criança chega ao consultório dentro de uma colmeia — e nenhuma terapia infantil funciona se a colmeia não entra junto. Orientação parental é parte do método: conexão antes de correção, dentro e fora da sala.

O jardim escola, comunidade, rede

A criança passa mais horas acordada na escola do que em qualquer outro lugar fora de casa. Quando a família autoriza e a escola está aberta, converso com professores, coordenadores e orientadores. Também faço parte do jardim a rede com neuropediatra, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psiquiatra infantil. Trabalho em rede — não é cortesia, é método.

O clima o mundo

Telas, exigência de desempenho desde a creche, ritmo acelerado, escassez de brincar livre, comparação via redes sociais, pressão estética. Esse clima atravessa cada sessão. Não consigo mudar o clima sozinha — mas posso nomeá-lo dentro da sala e ajudar a família a perceber que o cansaço não é falha pessoal, é resposta ao ambiente.

Não trato crianças difíceis.

Cuido de ecossistemas que ainda não aprenderam a sustentar a infância que recebem. Se isso faz sentido pra você, a gente conversa.

Conversar pelo WhatsApp

Como isso vira sessão

Sessão de criança é, no essencial, brincadeira observada com olhos clínicos. O brincar é a linguagem; a técnica entra dentro da brincadeira, não acima dela.

Primeira conversa — só com os pais

Acolhimento dos responsáveis (juntos ou um por vez) para entender as demandas, o histórico do desenvolvimento e as expectativas. Sem a criança nessa etapa — para que vocês possam falar livremente sobre o que está difícil.

Vínculo, avaliação e plano

Primeiras sessões com a criança para construir confiança — fantoche, desenho, jogos, conversa. Em paralelo, leitura clínica e definição do plano terapêutico individualizado, com objetivos discutidos abertamente com a família.

Acompanhamento e devolutivas

Sessões semanais ou quinzenais conforme o plano. Devolutivas regulares aos pais, orientação parental integrada e — quando faz sentido — articulação com escola e demais profissionais da rede. Revisão periódica dos objetivos.

Os recursos dentro da sessão

O fantoche do tubarão e da abelhinha costuma ser o primeiro recurso — quando viram personagens nas minhas mãos, deixam de ser conceito e passam a ser alguém com quem a criança conversa. A partir daí, outros materiais entram conforme o caso: desenho, jogos, histórias, cenas montadas, bichinhos de pelúcia entrando e saindo da colmeia.

Não existe caminho único: existe a leitura do que aquela criança, naquela semana, está pronta para brincar. Com adolescentes, a conversa ganha mais espaço — e a metáfora aparece em outra chave (relações, escolhas, conflitos de turma, planos de vida).

O que esta metodologia recusa

Tão importante quanto explicar o que eu faço, é deixar claro o que eu não faço — para que a família escolha consciente.

Tratar criança como projeto a consertar

A criança que chega aqui não é um problema com manual de uso. Meu trabalho começa em conhecê-la, não em ajustá-la.

Diagnóstico como sentença

TEA, TDAH ou ansiedade abrem porta para acesso, terapia e direitos. Nunca fecham porta para nada — não viram identidade nem teto.

Forçar palavra onde ainda não tem

Silêncio também é conteúdo clínico. Tem dia em que a criança quer brincar, ficar quieta ou testar se eu aguento o vazio. Aguento.

Promessa de resultado rápido

Desenvolvimento infantil não obedece prazo. O que não dá é vender milagre. O tempo de cada criança é discutido transparentemente com a família.

Atender criança no vácuo

Não trabalho a criança como se a família, a escola e o mundo fora da sala não existissem. Quem entra junto evolui junto.

Confundir cooperação com submissão

Abelhinha não é passiva — ela se defende quando precisa. Cuidar de cooperação não é ensinar a criança a aceitar tudo; é ensiná-la a se posicionar sem precisar atacar.

Perguntas frequentes sobre a metodologia

Dúvidas comuns de pais e responsáveis antes de marcar a primeira conversa.

O que diferencia a sua metodologia de outras abordagens?

TCC e ABA são a base científica — abordagens reconhecidas internacionalmente. O que torna o meu trabalho autoral é a metáfora Tubarão × Abelhinha como linguagem (para criança, família e escola) e a leitura em quatro camadas do ecossistema (criança, família, escola, mundo). Não trato a criança como um caso isolado; cuido das condições que permitem que ela se desenvolva.

A partir de qual idade essa metodologia se aplica?

De 2 a 18 anos. A linguagem e os recursos se adaptam ao perfil — para os menores, fantoche, brincadeira e cenas; para adolescentes, conversa estruturada, desenho ou escrita, e a metáfora em outra chave (relações, escolhas, conflitos de turma).

É preciso ter diagnóstico antes de começar?

Não. O atendimento pode iniciar com investigação clínica. Se já houver laudo de neuropediatra ou neuropsicólogo, ele é integrado ao plano terapêutico desde a primeira sessão. Se não houver, posso indicar avaliação neuropsicológica quando o caso pedir.

Como os pais participam do processo?

A criança tem suas sessões individuais — para construir vínculo e poder se expressar livremente. Em paralelo, há devolutivas regulares aos responsáveis, sessões específicas de orientação parental e, sempre que algo relevante acontece (escola, crise, evolução), chamo a família. Orientação parental é parte do método, não um adicional.

A metáfora Tubarão × Abelhinha entra em toda sessão?

Não obrigatoriamente. Ela é introduzida no momento que faz sentido para aquela criança — costuma começar com o fantoche. A partir daí, vira repertório que a criança pode usar quando quiser nomear o próprio estado. Não é roteiro fixo: é uma linguagem disponível.

Funciona em atendimento online?

Sim. A mesma metodologia se aplica em modalidade online, com adaptações: recursos digitais para os mais novos, vínculo construído por vídeo, e sessões parentais por chamada. Atendo crianças, adolescentes e famílias em todo o Brasil.

Quanto tempo dura o tratamento?

Varia. Demandas pontuais (uma fase difícil, orientação parental específica) podem ser breves — 3 a 6 meses. Acompanhamentos de TEA e TDAH costumam ser de médio a longo prazo, com revisão periódica dos objetivos. O tempo é discutido transparentemente com a família, sem promessa de resultado por número de sessões.

Quer entender se essa metodologia faz sentido para a sua família?

O primeiro passo é uma conversa de acolhimento — sem compromisso. A gente vê juntos o que está acontecendo e se faz sentido começar.