Conexão antes de correção
Vínculo seguro é base, não etapa. Nenhuma técnica — TCC, ABA, ludoterapia — sustenta mudança sem relação de confiança.
Ciência, vínculo e uma metáfora que crianças entendem em trinta segundos. TCC e ABA como base; Tubarão × Abelhinha como linguagem; o ecossistema em volta da criança como o lugar do cuidado.
Princípios que organizam tudo o que acontece dentro do consultório — e o motivo de cada decisão clínica.
Vínculo seguro é base, não etapa. Nenhuma técnica — TCC, ABA, ludoterapia — sustenta mudança sem relação de confiança.
TCC e ABA porque têm evidência. Brincadeira, fantoche e colo porque crianças aprendem assim. Rigor e ternura não brigam.
Orientação parental não é favor, é método. Sem a casa caminhando junto, a sessão vira ilha — e nenhum trabalho infantil prospera ilhado.
Um laudo de TEA, TDAH ou ansiedade dá acesso a terapia, escola e direitos. Nunca é confundido com identidade nem com limite da criança.
Desenvolvimento infantil não obedece prazo. Tem demanda que se resolve em 3 sessões e tem criança que precisa de 6 meses só para confiar.
Atendo a criança individualmente, mas nunca isoladamente. Casa, escola, irmãos, pediatra, sono, telas, rotina — tudo entra na leitura clínica.
Duas abordagens com sólida base em evidência — escolhidas em função do perfil e da necessidade de cada criança, nunca como receita única.
Abordagem estruturada e baseada em evidências, indicada para ansiedade infantil, TDAH, regulação emocional, transtornos do humor e dificuldades comportamentais.
Trabalha pensamentos, sentimentos e comportamentos de forma integrada, com técnicas adaptadas à idade — jogos, desenho, role-play e psicoeducação lúdica para crianças; conversa estruturada e atividades reflexivas para adolescentes.
Padrão-ouro internacional para intervenção em TEA. Trabalha desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação, autonomia e redução de comportamentos disfuncionais por meio de reforçamento positivo e mensuração objetiva do progresso.
Apropriada também para crianças neurotípicas com dificuldades comportamentais específicas que precisam de plano estruturado e dados de evolução.
Também integro Ludoterapia, Psicoeducação e ferramentas de Neuropsicologia quando o caso indica.
Eu atendo a criança individualmente. Mas leio, em camadas, o sistema inteiro do qual ela faz parte — porque ninguém cresce sozinho.
Quem é essa criança? Em que fase do desenvolvimento ela está? Como funciona o sistema nervoso dela? Tem neurodivergência? Como ela aprende, se acalma, se conecta, se expressa, se defende? Aqui entram TCC, ABA, ludoterapia e — quando indicada — avaliação neuropsicológica. É o trabalho clínico no sentido estrito.
Pais, mães, padrastos, madrastas, irmãos, avós, cuidadores. Toda criança chega ao consultório dentro de uma colmeia — e nenhuma terapia infantil funciona se a colmeia não entra junto. Orientação parental é parte do método: conexão antes de correção, dentro e fora da sala.
A criança passa mais horas acordada na escola do que em qualquer outro lugar fora de casa. Quando a família autoriza e a escola está aberta, converso com professores, coordenadores e orientadores. Também faço parte do jardim a rede com neuropediatra, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psiquiatra infantil. Trabalho em rede — não é cortesia, é método.
Telas, exigência de desempenho desde a creche, ritmo acelerado, escassez de brincar livre, comparação via redes sociais, pressão estética. Esse clima atravessa cada sessão. Não consigo mudar o clima sozinha — mas posso nomeá-lo dentro da sala e ajudar a família a perceber que o cansaço não é falha pessoal, é resposta ao ambiente.
Cuido de ecossistemas que ainda não aprenderam a sustentar a infância que recebem. Se isso faz sentido pra você, a gente conversa.
Conversar pelo WhatsAppSessão de criança é, no essencial, brincadeira observada com olhos clínicos. O brincar é a linguagem; a técnica entra dentro da brincadeira, não acima dela.
Acolhimento dos responsáveis (juntos ou um por vez) para entender as demandas, o histórico do desenvolvimento e as expectativas. Sem a criança nessa etapa — para que vocês possam falar livremente sobre o que está difícil.
Primeiras sessões com a criança para construir confiança — fantoche, desenho, jogos, conversa. Em paralelo, leitura clínica e definição do plano terapêutico individualizado, com objetivos discutidos abertamente com a família.
Sessões semanais ou quinzenais conforme o plano. Devolutivas regulares aos pais, orientação parental integrada e — quando faz sentido — articulação com escola e demais profissionais da rede. Revisão periódica dos objetivos.
O fantoche do tubarão e da abelhinha costuma ser o primeiro recurso — quando viram personagens nas minhas mãos, deixam de ser conceito e passam a ser alguém com quem a criança conversa. A partir daí, outros materiais entram conforme o caso: desenho, jogos, histórias, cenas montadas, bichinhos de pelúcia entrando e saindo da colmeia.
Não existe caminho único: existe a leitura do que aquela criança, naquela semana, está pronta para brincar. Com adolescentes, a conversa ganha mais espaço — e a metáfora aparece em outra chave (relações, escolhas, conflitos de turma, planos de vida).
Tão importante quanto explicar o que eu faço, é deixar claro o que eu não faço — para que a família escolha consciente.
A criança que chega aqui não é um problema com manual de uso. Meu trabalho começa em conhecê-la, não em ajustá-la.
TEA, TDAH ou ansiedade abrem porta para acesso, terapia e direitos. Nunca fecham porta para nada — não viram identidade nem teto.
Silêncio também é conteúdo clínico. Tem dia em que a criança quer brincar, ficar quieta ou testar se eu aguento o vazio. Aguento.
Desenvolvimento infantil não obedece prazo. O que não dá é vender milagre. O tempo de cada criança é discutido transparentemente com a família.
Não trabalho a criança como se a família, a escola e o mundo fora da sala não existissem. Quem entra junto evolui junto.
Abelhinha não é passiva — ela se defende quando precisa. Cuidar de cooperação não é ensinar a criança a aceitar tudo; é ensiná-la a se posicionar sem precisar atacar.
Dúvidas comuns de pais e responsáveis antes de marcar a primeira conversa.
TCC e ABA são a base científica — abordagens reconhecidas internacionalmente. O que torna o meu trabalho autoral é a metáfora Tubarão × Abelhinha como linguagem (para criança, família e escola) e a leitura em quatro camadas do ecossistema (criança, família, escola, mundo). Não trato a criança como um caso isolado; cuido das condições que permitem que ela se desenvolva.
De 2 a 18 anos. A linguagem e os recursos se adaptam ao perfil — para os menores, fantoche, brincadeira e cenas; para adolescentes, conversa estruturada, desenho ou escrita, e a metáfora em outra chave (relações, escolhas, conflitos de turma).
Não. O atendimento pode iniciar com investigação clínica. Se já houver laudo de neuropediatra ou neuropsicólogo, ele é integrado ao plano terapêutico desde a primeira sessão. Se não houver, posso indicar avaliação neuropsicológica quando o caso pedir.
A criança tem suas sessões individuais — para construir vínculo e poder se expressar livremente. Em paralelo, há devolutivas regulares aos responsáveis, sessões específicas de orientação parental e, sempre que algo relevante acontece (escola, crise, evolução), chamo a família. Orientação parental é parte do método, não um adicional.
Não obrigatoriamente. Ela é introduzida no momento que faz sentido para aquela criança — costuma começar com o fantoche. A partir daí, vira repertório que a criança pode usar quando quiser nomear o próprio estado. Não é roteiro fixo: é uma linguagem disponível.
Sim. A mesma metodologia se aplica em modalidade online, com adaptações: recursos digitais para os mais novos, vínculo construído por vídeo, e sessões parentais por chamada. Atendo crianças, adolescentes e famílias em todo o Brasil.
Varia. Demandas pontuais (uma fase difícil, orientação parental específica) podem ser breves — 3 a 6 meses. Acompanhamentos de TEA e TDAH costumam ser de médio a longo prazo, com revisão periódica dos objetivos. O tempo é discutido transparentemente com a família, sem promessa de resultado por número de sessões.
O primeiro passo é uma conversa de acolhimento — sem compromisso. A gente vê juntos o que está acontecendo e se faz sentido começar.